09/02/2010
Das minhas andanças
Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer,
É fingir que não sabe aquilo que sabe
É falar pouco e escutar muito
É passar por bobo e ser esperto
É vender queijos e possuir bancos.
Um bom mineiro não lança boi na embira
Não dá rasteira no vento
Ñão pisa no escuro
Não anda no molhado
Nao estica conversa com estranho
Só acredita na fumaça quando vê fogo
Só arrisca quando tem certeza
Ser mineiro é dizer "uai", é ser diferente
É ter marca registrada, é ter história
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza
Humildade, modéstia, coragem e bravura.
Fidalguia e elegância.
Ser mineiro é ver nascer o Sol
E o brilhar da Lua
É ouvir os cantos dos pássaros
E o mugir do gado
É sentir o despertar do tempo
E o amanhecer da vida.
Ser mineiro é ser religioso, conservador
É cultivar as letras e as artes
É ser poeta e literato
É gostar de política e amar a liberdade
É viver nas montanhas e ter vida interior
É ser gente.
(Texto afixado no caixa de um restaurante de beira de estrada do interior paulista)
08/02/2010
O outro lado
Os fumantes vêm se tornando, há algum tempo, alvos da repressão exercida por não fumantes e ex-fumantes, reforçada agora legalmente pelo governo paulista, que proíbe o fumo em locais públicos fechados ou mesmo externos, se cobertos. Fumar tornou-se definitivamente out! Faz mal à saúde do fumante ativo e do passivo e, no limite, sobrecarrega o sistema de saúde público. Mas quanto ao custo social,quem já viu um fumante inveterado perder emprego, família, amigos?
Não, eu não estou fazendo apologia ao fumo, mas tenho notado que a bebida é a estrela do horário nobre. Tal como o cigarro hollywoodiano fez geração inteira apostar que, com ele entre os dedos, cada um seria um galã ou uma diva.
Hoje o drink, o chope, a cerveja, a caipirinha, o uísque, vendem a imagem do sucesso, do chique, do descolado, do bem-nascido. Mas o bebedor inveterado perde a saúde, o emprego, a família, os amigos. Alguém se habilita?
05/02/2010
Marca de passagem
Penso que, entre os principais deveres da gente está o de testemunhar, atestar o que vimos, ouvimos e, em certos casos, sentimos. É que ninguém é dono do minuto que vive. Esse instante de vida pertence a todos, sobretudo aos que ainda não estão aqui.
03/02/2010
Viagem no tempo
"Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras, o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? "
(Santo Agostinho - Confissões)
É fascinante imaginar um dia voltar no tempo e ver momentos históricos notáveis como a Pré-história, o Egito Antigo, o seu próprio nascimento ou de seus avôs, de seus pais. Ou ir para o futuro e descobrir acontecimentos ainda não acontecidos, inclusive o resultado dos jogos, das loterias... É só fascinação.
Chegou em minhas mãos através de um amigo, uma edição censurada, de 13 de dezembro de 1968 do jornal O Estado de S.Paulo. Foi distribuido em um evento em julho de 2008 na Cinemateca Brasileira, pelo próprio jornal.
Folhear um jornal de outros tempos traz muitas coisas curiosas. Os cinemas não eram nos shoppings, que nem existiam. O centro era cheio de bons cinemas. O estranho mundo de Zé do Caixão, O Planeta dos Macacos eram os filmes que faziam sucesso.
Era o tempo do cruzeiro novo, cuja sigla era NCr$. Um exemplar do Estado de S. Paulo custava NCr$ 0,25. No caderno de empregos presisava-se de datilógrafas e o salário era de NCr$ 350.
O transporte ferroviário de passageiros, praticamente extinto no governo FHC,anunciava-se para dali a dois dias o início das operações de um trem da Mogiana de Campinas a Brasília. E uma novidade; o mêtro. Um anúncio da Prefeitura informava que no dia seguinte começariam as obras do mêtro "transportará 80 mil passageiros por hora" O prefeito era Faria Lima.
No noticiário internacional, o assunto era a formação do gabinete de Richard Nixon, recém-eleito presidente dos EUA (o ex-presidente JK comentava: "Nixon é um reacionário atuante da direita").
Fora as causas políticas da censura, as coisas que já sabemos, foi interessante ler o jornal. Impossível viajar para o futuro, já para o passado...
01/02/2010
2012, 2014, 2016
Gente, como disse antes, ando sem ideias blogáveis...rs
Essa imagem recebi de uma amiga por email. Mas Deus é brasileiro, então sendo assim, o mundo vai acabar só em 2017 :)
29/01/2010
Boca de balcão
Num salão de barbeiro, do interior de São Paulo, há uma tabuleta onde se lê:
Não sei mais o que escrever hoje. Me deu um vamos dizer “branco preguiçoso", talvez seja cansaço...
28/01/2010
Bagagem de peso
Simpática, essa palavra tem cor amarela...
cor amarela, lembra doença..
doença tem cor cinza...
cinza, lembra tempestade...
e meu dia ontem foi, nublado e defecado
essa palavra tem cor amarela....
26/01/2010
O Dom Supremo
O amor nunca falha, e a vida não falhará enquanto houver Amor.
Seja qual for sua crença, ou sua Fé, busque primeiro o Amor.
24/01/2010
A revolta das bicicletas - Bike Tour
Era uma vez uma cidade em que somente os carros, os ônibus e os caminhões podiam correr. Pessoas e animais tinham de se recolher às calçadas estreitas e esburacadas. As pessoas iam e vinham em seus automóveis. Até que as bicicletas decidiram se revoltar. Juntaram-se nas ruas e puseram-se a protestar. Depois, tiveram de se recolher ao fluxo do trânsito...
Primeiro Lisboa e Porto, depois Madrid. Amanhã São Paulo no dia do seu aniversário.
O São Paulo Bike Tour ou Sampabike Tour tera um trajeto de 20 quilômetros pelos pontos mais pitorescos e bonitos do centro histórico e turístico da cidade. Um verdadeiro cicloturismo urbano destinado aos amantes do pedal e sem poluir nossa cidade.
21/01/2010
A árvore e a solidão
Foto real da nossa árvore19/01/2010
17/01/2010
Saudade
Pequeno e doce passarinho, que quase cega, não nos percebia a até um metro de distância, quando então se abria em um sorriso acolhedor, reconhecendo, não só a nós, mas que pessoas eramos.
Os poetas como os cegos sabem ver na escuridão.
Mulher modesta, sua inteligência era arguta. Suas maneiras gentis e suas observações extraordinárias, pela sutileza. Uma sensatez admirável.
Era uma sombra do meu avô mas, para quem lhe prestasse atenção, era uma luz doce e radiante. Um ícone de delicadeza, uma daquelas pessoas que só chamam a atenção dos que estão desejosos da beleza que possa existir nos corações humanos.
Estarás para sempre em nossos corações, com tua sabedoria, com tua compreensão, com a tua doçura.
É essa a herança que nos acompanhará por muitas e muitas gerações!
A mim deixou muita saudade vózinha!
15/01/2010
Regando música
Violino, piano
saxofone, flauta
trompete, voz.
a água parou
quando a música
começou.
toca música, pára água
pára música, cai água
e ficou assim.
até que o dono do regador desistiu,
guardou-se dentro do armário
e tampou os ouvidos.
Valéria L.
12/01/2010
11/01/2010
08/01/2010
Uma vida por um drink
02/01/2010
A grande fuga de janeiro
Voltei, voltei porque estava morrendo de saudade desse meu cantinho virtual. Voltei pra aproveitar o mês de janeiro, porque em janeiro São Paulo descansa, o barulho diminui e nossos ouvidos agradecem.
Em janeiro a cidade importadora de gente passa a exportar pessoas para balneários, praias, estâncias, isso resulta em menos carros, caminhões, motopizza, menos baladas, menos músicas marretandos em nossos tímpanos, menos brigas, gritos, menor número de alcoolizados que resulta em menos acidentes, sirenes, rachas, choros.
A grande fuga de janeiro faz São Paulo respirar melhor, dá até pra ouvir o silêncio das avenidas adormecendo tranquilas.
Descanso merecido à minha querida cidade, porque depois dessa folga ela volta a ser a São Paulo que amanhece trabalhando, a São Paulo que não pode adormecer...
16/12/2009
Volto logo!
Beijo a todos!
Desejo que todos comemorem suas vitórias, que a elegância prevaleça nas atitudes, que a privacidade volte a ter valor, que tenhamos muitos momentos de folga entre um trabalho e outro, que seja possível viajar de vez em quando, que "crise" seja apenas uma palavra do passado, que "entusiasmo" seja uma palavra que descreva muito bem o nosso presente. E da mesma forma, eu também espero que "paz" seja muito mais do que uma simples palavra de esperança para o futuro.
12/12/2009
Enchendo o saco
09/12/2009
Cenas cotidianas
Academia
Antes, quando eu entrava em uma academia, só telefonavam para a minha casa se eu parasse de pagar. Agora, se eu começo a faltar o professor me liga para saber se está tudo bem.
Eu não confio muito nos terráqueos, tenho certeza que o objetivo é não perder seus clientes. Os otimistas diriam, talvez, que é uma preocupação real com a nossa pessoa. De qualquer forma, sou contra. Eu aho que todos tem direito a fugir da ginástica em paz.
Blitz
A blitz da lei seca, todo mundo já conhece. Mas outro dia, num engarrafamento estranho no meio da madrugada, bateu aquela dúvida: será que era mais um teste no bafômetro?
Foi então que o taxista explicou. " Nada. Tem blitz da lei seca. E a blitz da cervejinha..."
Passa a régua e fim de papo.
Fórmula obscura
Sobre os valores pagos a mais pelos usuários por um erro na metodologia dos cáuculos da conta de energia elétrica que chegam à incrível soma de mais de R$ 7 bilhões, a mim bastaria que de agora em diante o cáuculo referente aos impostos federais e estaduais fosse efetuado apenas sobre o valor de serviço prestado pela operadora, só isso.
Só os astrofísicos, doutores em matemática, paranormais, extraterrestres e assemelhados entendem a fórmula utilizada que faz que paguemos imposto de imposto.
07/12/2009
Por quem foi que me trocaram?
Fernando Pessoa é realmente fantástico. Costumo nas minhas horas de "meditação" recorrer à sua excelenência em busca de um alívio, e, via de regra, encontro.
Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
É que tens para mo dar.
Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?
03/12/2009
Vida simples

A estrelas são tão iluminadas...não será para que cada um possa um dia ter a sua?
(Antonio de Saint-exupery; autor de O Pequeno Príncipe)
Tento me lembrar como era antes. Tinha uma época - acho que foi na pré-história-, que eu pegava um ônibus para entregar documentos da empresa onde eu trabalhava. Isso mesmo. Saía de casa com um papel batido à maquina, tomava a condução, atravessava a cidade, chegava lá, deixava o papel e voltava. Demorava umas duas horas, no mínimo. Até que a empresa conseguiu comprar um fax. Uma revolução. Você tinha que avisar que ia mandar um fax, alguém dava o sinal e você passava o documento. E se a pessoa estivesse sem o papel do fax? Aí não tinha jeito: lá ia você, com o papel batido à maquina mesmo, pegar a condução... todo aquele caminho de Santiago. Hoje é a internet e se ela não está funcionando? Viva a condução!! Devagar e sempre. como diria o Xis, sei lá de repente.
01/12/2009
Conto proparoxítono
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular (...)
Agora, quem coloca ponto final sou eu. Ou melhor: coloco dois. Um, é para não perder a mania. Outro, é porque isso é um conto rápido, e não uma oração adjetiva explicativa.
(Redação feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.)
29/11/2009
Penas com pegada rock" n" roll
26/11/2009
Mulher do futuro
Li uma máteria onde pesquisadores perceberam que, mulheres que entraram mais tarde na menopausa tinham menor pressão arterial, eram um pouco mais baixas que a média, um pouco mais gordinhas e tiveram mais filhos. Conclusão: se essa tendência se mantiver por dez gerações, as mulheres do futuro terão corações mais saudáveis, serão férteis por mais tempo, terão dois centímetros a menos e serão um quilo mais gordinhas.
23/11/2009
Respeito é bom
Um menino brincava na rua por onde eu passava e anunciou para o seu pai: Os adultos têm de respeitar as crianças.
Respeito é bom mesmo, todo mundo gosta. As crianças, inclusive. E as de hoje, convenhamos, não têm muito do que reclamar nesse quisito. Na minha geração, essa era uma palavra que não fazia parte do vocabulário ativo de uma criança de seis ou sete anos; uma geração antes então, acho que a pirralhada nem pensava em sair por aí gritando sua opinião e reivindicando o que quer que fosse.
Apesar disso, não vivemos um conto de fadas nesse campo. Nem é o caso de falar da violência (física, emocional, sexual) que ainda persiste, pois aí saímos do terreno do respeito (ou da falta dele) e vamos para o do crime. O fato é que ainda se veem entre pessoas esclarecidas, ou que pelo menos tiveram acesso à educação formal, atitudes de muito pouco respeito pelas crianças. Um desrespeito que se traduz na falta de diálogo, da sonegação de ensinamentos que poderiam lhes ajudar a enfrentar momentos de dificuldade, num tapa sem nenhuma explicação ou justificativa e que pior, às vezes faz o papel de "cala a boca".
Deixar que expressem suas preferências e até mesmo, quando for o caso, admitir que elas têm razão podem criar uma relação de troca em que a autoridade se firme de maneira respeitável. Impor limites é direito e dever dos pais, mas autoridade e respeito não são conceitos antagônicos.
16/11/2009
O acaso
O acaso desempenha um papel decisivo em tudo que nos cerca. Muitos acontecimentos, são uma combinação de fatores aleatórios, além, claro, do talento e da ação humana. Mas mesmo a nossa experiência é fruto do acaso. Eu não sei como minha mãe conheceu o meu pai. Poderia ter sido diferente? Então, eu poderia nem mesmo ter existido, caso um deles tivesse agido diferente antes do evento que os levou a se conhecer. E se entre milhões de espermatozóides do meu pai o vencedor da corrida fosse outro?
O meu cérebro está pouco adaptado a entender o aleatório, levando-me a buscar uma razão oculta para tudo que acontece. Claro ninguém gosta de admitir que nossa vida e o mundo natural são, no fim das contas, regidos pelas mesmas regras que determinam o resultado de um lance de dados. Gosto de pensar que estou no controle. Não estou.
Talento, esforço e perseverança, contam para defenir se vamos ou não ser bem sucedidos no que perseguimos. Mas o acaso é tão importante quanto tudo isso ou mais. Claro, essa verdade não é razão para eu esperar sentada.
Para todos que acreditam ter o controle sobre suas vidas...até mais!
09/11/2009
Sabiá, quer almoçar lá em casa?
04/11/2009
O teatro mágico
Avião parece passarinho. Que não sabe bater asa
Borboleta parece flor. Que o vento tirou pra dançar
A gente parece formiga. Lá de cima do avião
A nuvem parece fumaça. Tem gente que acha que ela é algodão
Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
Eu não pareço meu pai. Nem pareço com meu irmão
Tem beijo que parece mordida. Tem mordida que parece carinho
Tem riso que parece choro. Tem choro que é por alegria
Tem motivo pra viver de novo. Tem o novo que quer ter motivo
Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
Mas sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
30/10/2009
Um cheiro no ar
Já entrei num ambiente em que havia algumas pessoas presentes e senti algo indefinivelmente pesado no ar. E já entrei nesse mesmo lugar quando lá se encontrava outro grupo de pessoas, e senti um ar agradável sem poder descrever exatamente o porque.
Toda alma está circundada duma atmosfera própria, que pode estar carregada do poder da fé, do ânimo, da esperança, e perfumada com a fragância do amor. Ou pode estar pesada e fria com as nuvens do descontentamento e egoísmo.
A respeito disso, há um trecho interessante na Bíblia:
" Nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo; tanto nos que são salvos, como nos que se perdem" (II Cor. 2:15).



















