16/12/2009

Volto logo!


Vou me ausentar por alguns dias, pra curtir minhas férias merecidas. Mas logo tô de volta. No ano que vem eu volto...rs
Beijo a todos!

Desejo que todos comemorem suas vitórias, que a elegância prevaleça nas atitudes, que a privacidade volte a ter valor, que tenhamos muitos momentos de folga entre um trabalho e outro, que seja possível viajar de vez em quando, que "crise" seja apenas uma palavra do passado, que "entusiasmo" seja uma palavra que descreva muito bem o nosso presente. E da mesma forma, eu também espero que "paz" seja muito mais do que uma simples palavra de esperança para o futuro.




Bom Natal e um 2010 DEZ!

12/12/2009

Enchendo o saco


Ele chegou vestindo uma roupa toda vermelha, preta e branca, que o protegia do frio polar naquele iglu cheio de pacotes de todas as cores e tamanhos. Fui recebida por muitos duendes para alguns minutos de uma conversa franca com o mito em pessoa, o bom velhinho.
Eu: Posso ver o saco?
Noel: Claro! [se dirige a um dos seus duendes] Zero-um, apresenta o saco pra moça.
Eu: O senhor é um fanfarrão, hein?
Noel: Rou, rou, rou!
Eu: Um relógio?
Noel: Esse é pro Luciano Huck, apesar de ele não ter se comportado bem esse ano.
Eu: Tô vendo. Mas ele nem funciona.
Noel: Não é bem assim. Duas vezes por dia ele vai marcar a hora certa. Cadê seu espírito natalino, garota?
Eu: Nossa! deve ter umas 500 bússulas aqui dentro.
Noel: São todas para executivos de gravadoras. Eles mandaram as cartas mais tristes que recebi este ano. Quer ler alguma?
Eu: Aqui diz: " O senhor tem que nos prometer. Sei que é difícil cumprir, mas faz o nosso próximo disco estourar!"
Noel: Carta errada. Essa é dos rapazes do NXZero.
Eu: Então esse estoque de delineador aqui é para eles?
Noel: Não, não. São pro Caetano. O do NXZero...está aqui.
Eu: Cartilha Caminho Suave?
Noel: Com todos os tempos e modos verbais bem explicadinhos! Mais de 1/3 dos brasileiros foram alfabetizados por ela, sabia?
Eu: Ops, pisei em alguma coisa. O que é isso debaixo do sofá? Uma boneca inflável? Noel? Nunca pensei que o senhor...
Noel: Não é pra mim. Rou, rou, rou! É que o dono desse presente pediu na cartinha, diga-se de passagem escrita por um laranja, que fosse entregue com a máxima discrição e acompanhada de nota fiscal falsa. Sabe como é né?
Eu: E que mal lhe pergunte... Quem fez um pedido torto desses?
Noel: O Nome dele é Renan.
Eu: Mas eu pensei que o senhor só desse presentes para as pessoas que sabem se comportar minimamente bem.
Noel: E o Coelhinho da Páscoa existe! Olha não banque a inocente comigo, garota. Desse jeito só Sandy e Júnior ganhariam presente. O Axel Rose ficaria sem o seu óleo de peróba, o Sérgio Dias sem o seu desconfiômetro novo e o Michael Jackson se estivesse vivo...deixa pra lá!
Eu: Mas o senhor continua o mesmo velho batuta de antes hein? Presenteando os ricos e cuspindo nos pobres...


(Adaptado do texto de Miguel Sokol "Rolling Stone" Dezembro de 2007 )

09/12/2009

Cenas cotidianas

Academia

Antes, quando eu entrava em uma academia, só telefonavam para a minha casa se eu parasse de pagar. Agora, se eu começo a faltar o professor me liga para saber se está tudo bem.
Eu não confio muito nos terráqueos, tenho certeza que o objetivo é não perder seus clientes. Os otimistas diriam, talvez, que é uma preocupação real com a nossa pessoa. De qualquer forma, sou contra. Eu aho que todos tem direito a fugir da ginástica em paz.


Blitz

A blitz da lei seca, todo mundo já conhece. Mas outro dia, num engarrafamento estranho no meio da madrugada, bateu aquela dúvida: será que era mais um teste no bafômetro?
Foi então que o taxista explicou. " Nada. Tem blitz da lei seca. E a blitz da cervejinha..."
Passa a régua e fim de papo.


Fórmula obscura

Sobre os valores pagos a mais pelos usuários por um erro na metodologia dos cáuculos da conta de energia elétrica que chegam à incrível soma de mais de R$ 7 bilhões, a mim bastaria que de agora em diante o cáuculo referente aos impostos federais e estaduais fosse efetuado apenas sobre o valor de serviço prestado pela operadora, só isso.
Só os astrofísicos, doutores em matemática, paranormais, extraterrestres e assemelhados entendem a fórmula utilizada que faz que paguemos imposto de imposto.

07/12/2009

Por quem foi que me trocaram?

Fernando Pessoa é realmente fantástico. Costumo nas minhas horas de "meditação" recorrer à sua excelenência em busca de um alívio, e, via de regra, encontro.

Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.
Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
É que tens para mo dar.
Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quando estás a olhar-me assim?

03/12/2009

Vida simples


A estrelas são tão iluminadas...não será para que cada um possa um dia ter a sua?
(Antonio de Saint-exupery; autor de O Pequeno Príncipe)


Tento me lembrar como era antes. Tinha uma época - acho que foi na pré-história-, que eu pegava um ônibus para entregar documentos da empresa onde eu trabalhava. Isso mesmo. Saía de casa com um papel batido à maquina, tomava a condução, atravessava a cidade, chegava lá, deixava o papel e voltava. Demorava umas duas horas, no mínimo. Até que a empresa conseguiu comprar um fax. Uma revolução. Você tinha que avisar que ia mandar um fax, alguém dava o sinal e você passava o documento. E se a pessoa estivesse sem o papel do fax? Aí não tinha jeito: lá ia você, com o papel batido à maquina mesmo, pegar a condução... todo aquele caminho de Santiago. Hoje é a internet e se ela não está funcionando? Viva a condução!! Devagar e sempre. como diria o Xis, sei lá de repente.

01/12/2009

Conto proparoxítono

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular (...)
Agora, quem coloca ponto final sou eu. Ou melhor: coloco dois. Um, é para não perder a mania. Outro, é porque isso é um conto rápido, e não uma oração adjetiva explicativa.

(Redação feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.)

29/11/2009

Penas com pegada rock" n" roll



Ela usa o que quer. Nunca discreta, compõe seus looks com vestidos armados, sapatos escandalosos, babados, penas, rendas, transparências e óculos escuros sempre. As perucas loiras já viraram sua marca registrada. Pernas e decotes sempre à mostra.
Madonna já mandou avisar que talvez tenha encontrado uma substituta: Lady Gaga.
Quando o assunto é guarda roupa, não há ninguém no cenário pop atual que tire a coroa da cantora norte-americana.
Lady Gaga reinventa o estilo que já consagrou Madonna, que, no início da carreira, também exibia lingeries com a maestria de quem não tem nada a esconder. Só a mostrar.


26/11/2009

Mulher do futuro

Li uma máteria onde pesquisadores perceberam que, mulheres que entraram mais tarde na menopausa tinham menor pressão arterial, eram um pouco mais baixas que a média, um pouco mais gordinhas e tiveram mais filhos. Conclusão: se essa tendência se mantiver por dez gerações, as mulheres do futuro terão corações mais saudáveis, serão férteis por mais tempo, terão dois centímetros a menos e serão um quilo mais gordinhas.

Duas coisas me vieram à cabeça depois de ler sobre a pesquisa. A primeira é que sempre achei fruto da soberba humana a ideia de que não fazemos parte da natureza. Se estamos sujeitos às forças da evolução, fica evidente que, por mais que tenhamos mudado o ambiente à nossa volta, somos parte do todo.
A outra é que nós mulheres deveriamos olhar para a frente e parar de se preocupar tanto com os pneuzinhos indesejados. O barrigão não está liberado, mas para que passar fome, meninas?

23/11/2009

Respeito é bom

Um menino brincava na rua por onde eu passava e anunciou para o seu pai: Os adultos têm de respeitar as crianças.
Respeito é bom mesmo, todo mundo gosta. As crianças, inclusive. E as de hoje, convenhamos, não têm muito do que reclamar nesse quisito. Na minha geração, essa era uma palavra que não fazia parte do vocabulário ativo de uma criança de seis ou sete anos; uma geração antes então, acho que a pirralhada nem pensava em sair por aí gritando sua opinião e reivindicando o que quer que fosse.
Apesar disso, não vivemos um conto de fadas nesse campo. Nem é o caso de falar da violência (física, emocional, sexual) que ainda persiste, pois aí saímos do terreno do respeito (ou da falta dele) e vamos para o do crime. O fato é que ainda se veem entre pessoas esclarecidas, ou que pelo menos tiveram acesso à educação formal, atitudes de muito pouco respeito pelas crianças. Um desrespeito que se traduz na falta de diálogo, da sonegação de ensinamentos que poderiam lhes ajudar a enfrentar momentos de dificuldade, num tapa sem nenhuma explicação ou justificativa e que pior, às vezes faz o papel de "cala a boca".
Deixar que expressem suas preferências e até mesmo, quando for o caso, admitir que elas têm razão podem criar uma relação de troca em que a autoridade se firme de maneira respeitável. Impor limites é direito e dever dos pais, mas autoridade e respeito não são conceitos antagônicos.

16/11/2009

O acaso

O acaso desempenha um papel decisivo em tudo que nos cerca. Muitos acontecimentos, são uma combinação de fatores aleatórios, além, claro, do talento e da ação humana. Mas mesmo a nossa experiência é fruto do acaso. Eu não sei como minha mãe conheceu o meu pai. Poderia ter sido diferente? Então, eu poderia nem mesmo ter existido, caso um deles tivesse agido diferente antes do evento que os levou a se conhecer. E se entre milhões de espermatozóides do meu pai o vencedor da corrida fosse outro?
O meu cérebro está pouco adaptado a entender o aleatório, levando-me a buscar uma razão oculta para tudo que acontece. Claro ninguém gosta de admitir que nossa vida e o mundo natural são, no fim das contas, regidos pelas mesmas regras que determinam o resultado de um lance de dados. Gosto de pensar que estou no controle. Não estou.
Talento, esforço e perseverança, contam para defenir se vamos ou não ser bem sucedidos no que perseguimos. Mas o acaso é tão importante quanto tudo isso ou mais. Claro, essa verdade não é razão para eu esperar sentada.

Para todos que acreditam ter o controle sobre suas vidas...até mais!

09/11/2009

Sabiá, quer almoçar lá em casa?


Por todo lado que eu olho, passarinhos. Sabiás, tico-ticos, rolinhas, quero-queros, periquitos, maritacas, bem-te-vis, beija-flores, são centenas de tipos diferentes. E estou falando de São Paulo.
Percebi que a quantidade de aves na cidade aumentou. Mais gente prestando atenção e alimentando, poucos predadores naturais, comida por todo lado, árvores sendo plantadas, tudo isso contribui para o aumento dos bichinhos.
Algumas pessoas se satisfazem apenas olhando os passarinhos nas praças. Eu quis mais, convidei os serezinhos alados para almoçarem lá em casa.
O cardápio? mesmo para quem mora em apartamento isso não é difícil de conseguir. Pendurei um daqueles bebedouros para beija-flores na varanda. Instalei uma pequena plataforma de madeira na parede, colocando pedaços de frutas sem caroço como, mamão, banana, abacate, junto com uma mistura para maritacas, que tem sementes de girassol, comprada na petshop.
Demorou uma semana, um mês. Mas os passaros vieram, e foram fazendo a festa. Alguns mais tranquilos - beija-flores, não se importaram tanto com a minha presença. Maritacas também são amigáveis, ao comerem as sementes e as frutas.
Assim, minha casa está sempre cheia de convidados especiais.

04/11/2009

O teatro mágico


Sonho de uma flauta


Nem toda palavra é. Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra. Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho. Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe. Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor. Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente. Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga. Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia. Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça. Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce. Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade. Quando a gente acorda e esquece de levantar
Hum... E o mundo é perfeito. Hum... E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai. Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa. Sei que incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida. Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga. Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem riso que parece choro. Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite. E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo. Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio. Mas o Coração diz que é o mais Bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais. Querer saber demais

Sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade. Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas sonho parece verdade. Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade. Quando a gente acorda e esquece de levantar
E o mundo é perfeito. E o mundo é perfeito. E o mundo é perfeito...

30/10/2009

Um cheiro no ar

Já entrei num ambiente em que havia algumas pessoas presentes e senti algo indefinivelmente pesado no ar. E já entrei nesse mesmo lugar quando lá se encontrava outro grupo de pessoas, e senti um ar agradável sem poder descrever exatamente o porque.
Toda alma está circundada duma atmosfera própria, que pode estar carregada do poder da fé, do ânimo, da esperança, e perfumada com a fragância do amor. Ou pode estar pesada e fria com as nuvens do descontentamento e egoísmo.
A respeito disso, há um trecho interessante na Bíblia:
" Nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo; tanto nos que são salvos, como nos que se perdem" (II Cor. 2:15).

26/10/2009

Tédio

No fundo as pessoas reclamam, mas adoram a rotina.
A razão é muito simples: a rotina lhes dá a falsa sensação de que estão seguros. Assim, o dia de hoje será exatamente igual ao dia de ontem, e o amanhã não trará surpresas. Quando a noite chega, parte da alma reclama que nada de diferente foi vivido, mas a outra parte fica contente, paradoxalmente, pela mesma razão.
Evidentemente que esta segurança é totalmente falsa; ninguém pode controlar nada, e uma mudança aparece justamente no momento mais inesperado, pegando a pessoa sem condições de reagir ou lutar. Se somos livres para decidir que queremos uma vida igual, por que Deus nos força a mudá-la?
Em muitas tradições orais, a sabedoria é representada por um templo, com duas colunas na porta: estas duas colunas sempre têm nomes de coisas opostas entre si, mas para exemplificar o que quero dizer, chamaremos uma de Medo, outra de Desejo. Quando o homem está diante desta porta, ele olha para a coluna do Medo e pensa: "meu Deus, o que vou encontrar adiante?". Em seguida, olha para a coluna do Desejo e pensa: "meu Deus, já estou tão acostumado com o que tenho, desejo continuar vivendo como sempre vivi". E fica ali parado; a isso chamamos de tédio.
Nos queixamos com nossos maridos, esposas, filhos e vizinhos. Mas por outro lado, sabemos que tédio e rotina são portos seguros.

Não existe pecado algum em ser feliz. Não existe nada de errado em, uma
vez ou outra, transgredir certas regras de alimentação, de sono, de alegria.
Muitas vezes, são os pequenos prazeres que nos dão grandes estímulos.

20/10/2009

Projetos de Marias

1. Maria Rockstar
Projeto: ter um filho de um roqueiro milionário, não importa se ela goste só de bolero e tango.

2. Maria chuteira
Projeto: Ter um filho de um jogador milionário. Não importa que seja feio e ruim de gramática.

3. Maria gabinete
Projeto: Ter um filho de um político milionário. Não importa que seja casado. Importante é que não seja cassado.

10/06/2009

Do fundo do meu estômago

Uma vez comi um ravioli que foi a coisa mais incrível da minha vida. Depois disso meu paladar nunca mais foi feliz. Aposto que com vocês também é assim: um dia vocês experimentam uma comida gostosa e, depois, passam o resto da existência tentando reproduzir a experiência gastrônomica. E nunca conseguem, e com o meu ravioli mágico ideal fo assim. Tudo começou quando...
Eu aguardava o lançamento de um livro. A coisa foi demorando e, claro, tinhamos ido pra lá sem almoçar. Quando terminei o que tinha de fazer por lá, resolvemos, eu e um grupo de amigos, almoçar.
Por causa do horário inadequado o restaurante era todo nosso. Pedi um ravioli. Acho que se alguém me oferecesse um pão com água, eu ia achar uma delícia. Naquela situação, poderia comer qualquer coisa. Mas o ravioli - justiça seja feita - estava gostoso. Muito gostoso. Incrivelmente gostoso. Minhas papilas gustativas tinham orgasmos múltiplos. Estavamos felizes e, por isso, tudo ficava ainda mais saboroso. Começava aí o meu Caminho de Santiago do ravioli mágico ideal. Porque nunca mais consegui comer um ravioli como aquele.
Muitas vezes tentei ir ao restaurante repetir o almoço. Só que sair para almoçar num final de semana paulista é quase uma guerra. Como o grande programa de São Paulo é o bendito almoço, as filas são clássicas. E uma das coisas que mais odeio é ficar na fila de espera de restaurante. Ou seja, o mito do ravioli foi crescendo. Se tornando um monstro. O ravioli, na minha cabeça cheia de imaginação, foi ficando ainda mais gostoso.
Só me resta seguir, sabendo que tudo na vida é uma idealização. Inclusive nosso amores. Mesmo que você tenha se apaixonado por...
um ravioli paulista.

13/04/2009

Doce como mel

Outro dia vi um casal de velhinhos sentados em um restaurante, cabecinhas brancas, mãozinhas dadas. A cena foi encantadora, mas demorou alguns segundos para eu descobrir o porquê. Então percebi que eles possuiam algo precioso: Uma doçura no olhar. Segui o meu caminho, eles ficaram para trás, e a imagem permaneceu comigo.
Ser doce no início do relacionamento é fácil, mas segurar a onda durante décadas de convivência parece realmente admirável.

Todos nós, temos um quê de abelha.
Sabemos fabricar mel e, ao mesmo tempo,
conservar nossos ferrões escondidos.
Faz pare da natureza, diria. Só que às vezes,
até por instinto de sobrevivência, alguns
exageram nas ferroadas e esquecem de produzir
o doce que alimenta os relacionamentos.
Doçura é uma via de mão dupla.
A gente dá e a gente quer receber.
Se não for assim, bem, aí as abelha podem picar.

É os pequenos detalhes que tornam a vida mais doce. Fiquei sabendo que aquele casal de velhinhos que citei no início do texto, almoça todos os dias no mesmo restaurante. Brindam, sorriem e são sempre gentis um com o outro. Quero ser como eles. Ter a cabeça deles. Na verdade agora é que eu entendi. Os cabelos brancos, são puro algodão doce.

05/04/2009

Cinco mentiras masculina

Listo aqui as cinco mentiras que toda mulher vai ouvir de um homem pelo menos uma vez na vida (ou várias).

1 - Pode deixar, eu te ligo.

2 - Estou cansado, joguei futebol até às 3h. da manhã no sábado.

3 - Essa Fabiana que me ligou e me chamou de lindo é praticamente minha irmã, não tem nada a ver.

4 - Você pode se encontrar com quem quizer (tradução: desde que, não seja o ex-namorado, ex-paquera ou ex-ficante, ok!)

5 - Nossa, você não vai acreditar. Perdi minha carteira.

31/03/2009

A heroína ideal





Se minha vida fosse uma HQ,
gostaria de ser Valentina
do cartunista Guido Crepax,
a heroína sex e audaz
que botou muito homem de HQ para correr.






Borboletas tem a capacidade de mudar de cor
Mulheres também, mas só quando recebem um elogio.

17/03/2009

E a doçura?

Ultimamente aqui em casa, a televisão esta sempre ligada interagindo com a família. Sinto que falta tempo, vontade e dedicação, mas muitas vezes não chego a acreditar que o relacionamento esteja correndo perigo. Estou acostumada de uma certa forma, com a falta de doçura e a frieza instalada no ambiente como se fosse um móvel de canto.
Quem assistiu ao filme Beleza Americana, lembra da personagem interpretada por Annette Bening, um caso típico de como a amargura pode chegar ao relacionamento. A atriz vive uma mulher de relativo sucesso profissional que critica o marido em tudo, que o vê como um fracassado, que renega um carinho porque a cerveja pode cair no sofá. O ter está acima do ser, a famosa crise de valores que faz com que muitos casamentos mais pareçam uma sociedade com fins lucrativos. A parceria, o amor e o carinho, tudo isso fica nas clausulas miúdas do contrato. E a doçura? Bem, essa coitada já nem faz mais parte da história.

13/03/2009

Adeus, Harry!

Acabei de ler o último livro da saga do bruxo que, há 10 anos, abriu as portas de Hogwarts pra mim.
Todo fã de Harry Potter sonhava com o fim da saga, e eu, pottermaníaca, não fui exceção. Assim que sentei para ler a primeira página de Harry Potter e as Relíquias da Morte, vi que não ficaria decepcionada. O livro foi tudo o que eu esperava e mais.
As mortes prometidas, os mistérios solucionados e novos mistérios que fazem parte da trama e as reviravoltas não poderiam ter agonizado mais meu coração. Eu que acompanhei o Harry desde a Pedra Filosofal me senti encaixando peças finais de um quebra-cabeça que demorou 10 anos para ser montando. Mesmo que alguns achem que o epílogo deixou informações de fora, o livro é um banquete para qualquer um que já teve o prazer de mergulhar no mundo mágico do bruxinho.
O livro me marcou de uma maneira especial e, por que não dizer mágica.

11/03/2009

Coração neurótico

Eu gosto de me apaixonar, confesso que até com com uma certa facilidade. Tudo bem, eu consigo amar até uma abobrinha. Faço planos, sofro muito quando acaba, e sempre prometo pra mim mesma que não vou me apaixonar de novo, e acabo esquecendo da minha promessa. Um dia conheci um cara bacana, mas acho que o botão de apaixonar estava mal apertado. Aconteceu que eu gostei dele, a gente se entendia, e chegamos a namorar.
Meu namorado era super legal. Tinha vencido a paixão, estava vivendo uma relação sem ciúmes, sem medo, sem discussões porque nada me incomodava. Imagina uma relação harmônica...era a minha. Um namoro sem lágrima, sem aperto no peito e nenhuma batida no coração.
É mas nem preciso dizer aqui que, esse relacionamento super legal, não durou muito. Faziamos muitas coisas juntos. Mas eu sentia falta daquela euforia que tem numa paixão. Planejar o resto da vida com alguém, medo de pede-lo. A paixão é assim né? Uma delícia, deixa a gente neurótica. Porque é assim que o amor faz sentido pra mim, O coração tem que estar a mil.

09/03/2009

Meu sujo mundinho

A vida para ser gostosa tem que ser razoavelmente suja. Em todos os sentidos.
Comida, por exemplo. Se eu topar com um chef imaculadamente limpo, com luva e antisséptico bucal, saio correndo e vou bater um rango num bar. Paramentado assim, ele só deve estar preparando uma bomba. Sou muito mais a vovózinha da cantina de bairro que faz nhoques com as mãos. Saborear a nostalgia de um prato preprado na hora, com carinho, algumas vezes vale mais. Além disso, nunca conheci alguém que tenha morrido por contágio letal transmitido por um pastel de feira ou uma pizza de padaria.
Em casa também não dá pra ser neurótica. Confesso que sou do tipo que não larga o rodo e estou sempre passando pano. Odeio chão melequento. Mas sou desencanada na difícil relação bichos X limpeza. Animais precisam ser ligeiramente porquinhos para serem saudáveis e fofos. Tenho um gato e raramente dou banho nele, afinal, felinos são auto-limpantes. Mas quando meu bichano muda de cor por conta da fuligem paulistana, mando para o pet shop com uma recomendação "jamais passar perfume". Se eu quisesse um ser macio com cheiro de loja, compraria um ursinho de pelúcia. Gosto do meu bicho com cheiro natural.
E claro, o tópico que menos combina com frescura assépticas é o sexo.
Quem tem pudores com odores e barulhos involuntários, que vá meditar no alto do Himaláia.
Não vejo como ter prazer sem sentir o cheiro do corpo do outro, sem beijos cheios de saliva.
Pode não ser chique, mas uma transa úmida, um gato se rolando na grama molhada e uma bela enfiada de dedo na cobertura do bolo, fazem o dia mais feliz.

03/03/2009

Culpa zero

Fruta não é sobremesa, a não ser como calda de sorvete.



Acho o máximo quando um cara abre a porta do carro e do elevador pra mim. Não é porque queimamos sutiãs que não podemos gostar de gentileza.



Vale também deixar um restinho de suco na jarra só pra não lava-la na hora. Pular partes chatas do livro de mistério e ir direto para a revelação de quem é o assassino. Checar cabelo e maquiagem em todos os espelho que eu encontro entre a minha casa e o trabalho. Sentir saudades do colinho da mamãe ao tomar uma bronca do chefe.



Para mim, vale tudo para deixar as encanações de lado e poupar meus neurônios para o que é mais importante de verdade e sem culpa.



Eu quero um cabelo igual ao dela!




Oras botas!!

Alta, baixa, com ou sem saltos, não importa, eu adoro botas.


28/02/2009

Auto-estima vem de dentro

Alguma coisa anda errada, por mais bem sucedida que a mulher se torne, ela não se sente valiosa se não tiver o aval do homem.
Acredito que seja o tipo de coisa que nós mulheres trazemos no sangue, essa nessecidade de aprovação masculina, como se somente a admiração de um homem nos legitimasse.
Sera?

27/02/2009

Que valha a pena

Hoje em dia, nós mulheres, somos sempre as culpadas de tudo! Claro que existe as pegajosas, as chatas, mas também existem muitos homens com essas caraterísticas.
Vamos ser feministas sim! Vamos lutar pelos nossos homens sim! Mas apenas por aqueles que valha a pena!

Eu sou uma lenda

Numa máteria de uma revista feminina eu li: "Hetero sexual convicto é uma lenda".
Pra terminar, uma linda poesia de Fernando Pessoa, chama-se:

Eros e Psique

Conta a lenda que dormia, uma princesa encantada
A quem só despertaria, um infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado, vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado, deixasse o caminho errado
Pelo que a princesa vem.
A princesa adormecida, espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida, e orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o infante, esforçado, sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado, ele por ela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o destino, ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino, pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro, tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro, e vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, ainda tanto do que houvera, a cabeça em maresia,
Ergue a mão e encontra hera, e vê que ele mesmo era
A princesa que dormia.

22/02/2009

Fora os babacas


Um pequeno desabafo!
Começo esse post com uma pergunta. O que é um babaca no trabalho?
É aquela pessoa que grita, humilha seus subordinados, diz que, tudo o que o funcionário faz é sempre ruim ou está errado. às vezes, nem precisa usar palavras para intimidar. Faz isso com olhares e atitudes. É diferente de alguém que está num dia ruim e tem um acesso de raiva. O babaca faz isso com frequência.
Reforço aqui, a ideia de que, quanto mais babaca se é, mais fácil ter sucesso na carreira. Por serem estúpidos com as outras pessoas, os babacas passam a imagem de que têm autoridade, competência. Ma Eles fazem mal aos outros funcionários, a eles próprios e a empresa.
Hummm...seria muito bom viajar e deixar pra tráz todo esse estresse, essa gente mal humorada!

21/02/2009

Pra começar


Eu acho que sempre vale a pena vomitar, nem que seja para virar uma pretensa arte restrita.
É melhor sempre surgerir, porque viver deve condizer com isso, a sutilidade.
Mesmo que às vezes seja preciso a gente se valer de um cão que ladra alto alto alto pra poder aguentar o tranco.
Amém.